Cuidado com o barulho excessivo nas festas de fim de ano

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Nas comemorações de fim de ano, barulho é o que não falta: muita música, fogos de artifício, gritos e televisões em volume máximo são ruídos frequentes. A festa é contagiante, mas barulhenta! E quem mais sofre são os ouvidos.

Nas ruas, buzinas e carros de som. Nas casas e restaurantes, algazarra e música alta; sem falar nos fogos de artifício – tudo para celebrar a chegada de mais um ano, com muita alegria. O que ninguém percebe é que todo esse barulho pode prejudicar a audição, principalmente se a fonte do ruído estiver próxima.

“Ficar longe dos fogos de artifício, carros de som e caixas de som ajuda a evitar danos auditivos. Esses equipamentos têm uma potência alta, que permite ouvi-los a uma grande distância. Então, o melhor é manter-se um pouco mais afastado”, aconselha a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

No caso dos fogos, além dos riscos com a manipulação incorreta, o forte estampido pode acarretar trauma acústico e perda de audição uni ou bilateral temporária ou, nos casos mais graves, irreversível. Geralmente a perda de audição é unilateral (em um único ouvido) e se inicia com o aparecimento imediato de zumbido, problema que afeta cerca de 28 milhões de pessoas em todo o mundo.

“Os danos à audição acontecem porque o estrondo dos fogos, principalmente o dos rojões, é inesperado. O ruído, que pode chegar a uma intensidade de 140 decibéis, percorre todo o ouvido de forma rápida, atingindo as células ciliadas”, explica a fonoaudióloga. Para se ter uma ideia do quão forte é esse barulho, um avião durante a decolagem produz um som de 130dB.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (SBORL), a exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva. O excesso de barulho, ao longo do tempo, pode levar à surdez.

A frequência constante a ambientes barulhentos pode contribuir para uma gradual perda auditiva. Todo ruído acima de 85 decibéis é prejudicial à audição. E a perda auditiva é cumulativa. Dependendo da frequência, do tempo de exposição ao som elevado e da predisposição, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada, ao longo da vida. Por isso, qualquer pessoa que ficar próxima a sons elevados pode sofrer – ou agravar – problemas de audição.

“Um ruído próximo a 85 decibéis equivale a um grito. Ao longo do tempo, o indivíduo percebe que está perdendo a audição – e esse tempo pode ser aos 35, 40, 50 ou 60 anos, de acordo com a predisposição do indivíduo e a exposição a esses ruídos”, explica a especialista da Telex.

Como se proteger? A fonoaudióloga aconselha o uso de protetores auriculares. “Os atenuadores, como o nome diz, reduzem o barulho que entra pelos ouvidos, mas permitem que as pessoas escutem os sons ao redor. Assim, o indivíduo participa da festa, sem descuidar da audição. Existem no mercado alguns tipos de atenuadores. Os da Telex, por exemplo, diminuem o barulho ambiente em até 25 decibéis”, informa.

O fato é que muitas pessoas já podem ter alguma alteração na audição e não perceber de imediato. Por isso, a fonoaudióloga aconselha a consulta ao médico especialista uma vez ao ano.

“O mais importante é procurar um otorrinolaringologista para avaliar se há alguma perda ou complicação e se existe a necessidade de solicitar exames complementares, mais específicos. Em grande parte dos casos de perda auditiva, o uso de aparelho auditivo pode aliviar as dificuldades”, conclui Marcella Vidal.