Escola de Papai Noel do Brasil leva o ‘Bom Velhinho’ à diversas casas no Rio de Janeiro

Por volta das 18h, de quinta-feira (24.12.15) cerca de 20 papais noéis deixaram a Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro / RJ, para cumprir sua missão anual de alegrar a noite de Natal das crianças por diversos bairros da cidade. As visitas foram agendadas previamente com a Escola de Papai Noel do Brasil e cada ‘bom velhinho’ contratado passou em cerca de sete casas durante a noite, ficando por meia hora em cada uma. Para receber com segurança, cada família recebeu uma senha de acesso, confirmada pelo Papai Noel antes de entrar. O expediente dos Noéis encerrou às 2h.

O diretor da escola, Limachem Cherem, explica que trabalho começou há 22 anos. “No início não era cobrado, mas, como a demanda cresceu muito, fizemos assim, e há 20 anos oferecemos o serviço. A maioria dos papais noéis já vem de 40 dias de trabalho em shopping”. De acordo com Cherem, a escola já formou mais de 500 alunos, “que estão em qualquer parte do país levando a paz e entregando presentes”.

Para ser um bom Papai Noel existem alguns pré-requisitos, segundo o diretor da escola que forma os bons velhinhos. “Primeiramente ,gostar de criança. Não ter vício, de preferência ter mais de 50 anos, com barbas e cabelos grisalhos. E realmente vestir o personagem, porque não adianta vestir a roupa vermelha e branca e sair fazendo ‘ho ho ho’ descoordenadamente, o interessante é que ele vista o personagem para fazer bonito o trabalho”, aconselha Cherem.

Aposentado, Voni Ribeiro, de 68 anos, decidiu fazer o curso e virar papai noel há 5 anos. Com sete netos, diz que adora crianças e que o trabalho é muito gratificante, apesar de exigir muito preparo psicológico. “É uma emoção tão grande, você tem que ter um equilíbrio muito grande, se não, você chora toda hora, porque é um carisma das crianças, aqueles olhinhos chegam a brilhar quando veem o papai noel. Isso satisfaz. Eu tenho que me segurar para que a emoção não tome conta, porque é uma energia muito positiva das crianças quando nos olham e falam o que querem ganhar. Você tem que ter uma condição muito satisfatória para não enganar a criança, saber como se dirigir para elas para não frustrar aquela criança”.

Apesar de passar a noite de Natal longe da própria família, Voni diz que tem apoio em casa. “Eles ficam felizes mesmo eu estando ausente. Eles ficam felizes pelo meu papel de Papai Noel e por verem a satisfação que eu tenho com o meu trabalho”.

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