Moda – Natal das roupas impulsiona vendas das grandes redes de varejo de moda

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Segundo estimativas do Instituto de Estudos e Marketing Industrial ( IEMI ), 56% dos consumidores preferem realizar suas compras em shopping centers, ficando os demais 44% com a preferência pelo comércio de rua. “Este comportamento impulsiona o crescimento das grandes redes de varejo, sempre presentes nos grandes centros de compra. Na época de Natal 2014, a tendência é a mesma”, avalia Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Depois de um 2014 difícil, com a Copa do Mundo e eleições, as vendas no Natal 2014 registram um bom ritmo e podem registrar um crescimento de 3 a 4% em volumes, em relação ao Natal de 2013, projeta o IEMI. “Mais cauteloso e com receio do endividamento, ainda assim o consumidor ainda vê nos itens roupas, calçados e acessórios as melhores opções para presentear amigos e familiares. Para as crianças, os brinquedos continuam sendo os líderes de preferência”, acrescenta Prado.

Sidnei Abreu, diretor executivo da ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), que representa as grandes redes de varejo, concorda. “As roupas cabem em todos os bolsos e são, em geral, a primeira escolha na decisão de compra desta época do ano. O movimento nas lojas tende a aumentar e somam-se aos resultados obtidos na Black Friday, que alavancou muito as vendas das lojas físicas”, afirma.

Ambos concordam que as vendas de final de ano não serão suficientes para compensar os tímidos resultados do primeiro semestre em função dos fatores citados acima. “Acreditamos que o varejo de moda terá crescimento acumulado de 1,5% em 2014, em volumes. Para 2015, nossa estimativa é de que este segmento tenha um crescimento de 3,1%, em parte estimulado pela expansão das grandes redes de varejo que têm desafios importantes de expansão”, afirma Marcelo Prado.

A ABVTEX não faz projeções, mas trabalha com os índices do IEMI e demais indicadores de mercado. Sidnei Abreu afirma: “Todos precisam da roupa, que traduz o espírito de final de ano. As grandes redes têm uma posição geográfica de maior abrangência no país. Quanto maior a escala, maior poder de reação.”

O IEMI complementa: “O processo de entrada de novas redes e as fusões e aquisições de empresas demonstram a confiança no potencial do mercado brasileiro. As grandes redes estão sendo capitalizadas porque têm projetos de expansão interessantes e uma boa cobertura regional. Isso cria uma grande oportunidade de crescimento”, diz Prado.
Mas o cenário de crescimento da inflação, alta do dólar, elevação dos juros e aumentos dos custos de locação, entre outros, exige cautela nas projeções para 2015. “Teremos um ano melhor do que 2014, mas vamos enfrentar uma fase de ajustes. Cada vez mais ter o produto certo, no lugar certo e na hora certa será fundamental para o resultado das empresas.”

Segundo Abreu, as grandes redes de varejo de moda continuarão comprometidas com o atendimento às expectativas dos consumidores, ao desenvolvimento da cadeia têxtil como um todo e às oportunidades de expansão.

Foto: Reprodução internet