Promessas para um novo ano: a Psicologia Positiva como inspiração para começar 2016

A chegada de um novo ano sempre desperta a busca por desejos de melhorias, por novas metas e promessas. E que tal começar 2016 agradecendo pelos aprendizados, pelas conquistas, pelas dores (que nos ajudaram a melhorar como pessoas), entre outros agradecimentos? Segundo o conceito de Bem Estar Positivo (felicidade), da Psicologia Positiva, um dos exercícios sugeridos por Martin Selligman e o Tal Bem-sahar é praticar exercícios de gratidão. Tais exercícios abrem portas para que possamos olhar para o novo com mais esperança e motivação, para que possamos nos abrir para um futuro próximo: um novo ano. “Um dos exercícios de gratidão propostos pelo conceito de Bem Estar Positivo é escrever uma carta para uma pessoa que foi importante para você e dizer isto a ela e, se possível entregar pessoalmente. E neste caso a felicidade que a pessoa tem ao receber também é muito bom de vivenciar, não somente a felicidade que sentimos ao escrevê-la. Quem sabe iniciar o ano cuidando daquilo que realmente tem valor? A relação com que se gosta. Pensar em alguém que te ajudou muito neste ano e fazer uma carta de agradecimento e entregar pessoalmente”, explica a Consultora Heide Castro, Psicóloga, especialista em Psicologia Organizacional.

Quando se trata de começar um novo ano, iniciamos de modo objetivo e prático, ou mesmo de forma inconsciente, a fazer novos planos e metas. Outro tema bastante interessante que pode ajudar a começar 2016 com uma energia positiva, é o Flow, teoria que o pesquisador e psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi estuda há décadas. Nesta teoria, Csikszentmihalyi sentencia que: “Podemos sentir prazer sem qualquer investimento de energia psíquica, mas o deleite só ocorre em consequência de investimentos extraordinários de atenção”.

Pensando em produzir Flow em nossas vidas, que tipos de metas e sonhos seriam adequados escolher em 2015? Aqueles que nos desafiam! Mas os desafios devem estar dentro de nossas habilidades e capacidades. Csikszentmihalyi propõe uma fórmula que seria: Habilidades altas + Desafios Altos = Felicidade. Confira no demonstrativo abaixo:

Para saber se está em estado de Flow, é preciso levar em consideração que as metas de algum modo devem ter as seguintes características:

1º) Ser bastante claras. Ninguém sai pelo caminho sem ter muita certeza do que quer e tão pouco sobre o que vai encontrar. Para se envolver por inteiro em qualquer tarefa é preciso ter o conhecimento preciso dela.

2º) Fornecer feedback imediato: ao longo da jornada, do caminho os sinais por onde se passa confirmam o objetivo alcançado. É muito difícil permanecer com energia e motivado para a tarefa sem receber o retorno periódico e rotineiro de seu resultado. O sentido maior do Flow deriva da certeza interna de que o que se faz é importante para si, e tem resultados, sejam estes quais forem, mas que tem resultados.

3º) Equilibradas entre desafios e habilidades (observe o gráfico anterior). Se por um lado sonhar e se desafiar faz parte de nossa existência, sonhar e colocar metas que estejam, neste momento, distante de nossas capacidades/habilidades, (poderá nos levar a mais) certamente fará com que tenhamos mais um ano novo com ansiedade e frustração, pois teremos poucas chances de êxito. Por outro lado, se as metas/sonhos forem muito pouco desafiadoras para a nossa capacidade e habilidade entraremos em outro estágio chamado de apatia. Muito pouco de nossa energia será disponibilizada para atingir o que planejamos.

4º) Altos níveis de concentração: é preciso ver se os itens acima foram levados em consideração ao definir as metas. Ao definir uma meta, você fornece feedback preciso e constante ao longo do percurso e equilibrada quanto ao nível de desafios vs. as habilidades, o nível de concentração é absoluto. A entrega é total. As desculpas de “ausência de motivação” ficam em um plano bem distante.

5º) Experiência alterada do tempo: a percepção do tempo em todos os nossos dias, depende, fundamentalmente da entrega. É possível dizer que ele é muito relativo. O que acontece com os seres humanos quando estão fazendo algo que realmente amam? E quando não querem fazer o que estão fazendo? No primeiro caso o tempo passa muito depressa, rápido, enquanto no segundo parece passar muito devagar. “Quando a meta que nos propusemos a fazer for desafiadora, nossa visão do tempo estará alterada. Não veremos o tempo passar enquanto estivermos fazendo”, explica a Consultora.

Pense nestes itens, lembre de seu passado recente e verifique o que se propôs a fazer. Atendeu as suas expectativas? Somente a meta pela meta não trará o Flow. Para receber o feedback imediato, é preciso desenvolver o sentido de aproveitamento, de concentração no caminho e não somente na meta, pois do contrário isso se tornará viciante, quando uma precisará substituir a outra. “Se a nossa meta for tão somente ser o diretor da empresa em que trabalho, por mais difícil que seja, se tivermos habilidades/capacidades, provavelmente chegaremos lá. Mas perderemos toda a jornada. Nossa evolução e aprendizado desde estagiários até chegarmos onde nos propusemos”, cita Heide Castro.