Vendas Natal 2016 : empresários do comércio paulista estão confiantes já os consumidores estão mais contidos

Pesquisas Vendas Natal 2016 : empresários do comércio paulista estão confiantes já os consumidores estão mais contidos

Os empresários do comércio paulistano estão otimistas para as vendas de Natal e após três anos de expectativas negativas, voltaram a acreditar em um período natalino no azul. De acordo com sondagem da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada com 100 lojistas da capital paulista entre os dias 15 e 19 de dezembro, a expectativa é de crescimento de 3% nas vendas do período. É a primeira vez, desde 2012, que os comerciantes projetam um fim de ano positivo – naquele período, a expectativa foi de alta de 4%. Os lojistas que comercializam bens semiduráveis como roupas e calçados estão mais confiantes e esperam crescimento de 7% nas vendas, enquanto os empresários do setor de duráveis (eletrodomésticos, móveis, carros, etc) projetam alta de apenas 1%.

Para garantir o resultado positivo, 50% dos empresários estão realizando algum tipo de promoção para incrementar as vendas, o maior porcentual desde 2010. Destes 50%, a maioria seguirá a política de descontos especiais (68%) a fim de atrair o consumidor impactado pela crise, enquanto uma parcela de 12% optou por oferecer facilidades no pagamento parcelado sem juros. O mesmo porcentual (12%) disponibilizou ofertas especiais como promoções relâmpagos do dia, da semana ou mês.

A exemplo dos últimos anos, a expectativa dos empresários é que o consumidor compre em grande parte com o cartão de crédito (64%), enquanto 32% acredita que o pagamento à vista com dinheiro, cheque e cartão de débito esteja em segundo plano.

A sondagem aponta ainda que 22% dos entrevistados acreditam que o estoque está maior em relação ao ano passado, alta de 7 pontos porcentuais (p.p.) em relação aos 15% apurados em 2015. A FecomercioSP ressalta que, na medida em que se espera um Natal moderadamente melhor, é natural que os lojistas elevem a quantidade de demanda dos seus fornecedores.

Apesar da confiança no crescimento nas vendas, não há grandes expectativas para contratação de funcionários, afinal 86% dos empresários disseram que não contrataram funcionários temporários para o Natal, a maior porcentagem desde 2010. É importante ressaltar que, entre 2010 e 2015, a média de respostas negativas foi de 69%, ou seja, houve aumento de 17 p.p.

Com isso, apenas 14% dos empresários afirmaram que contrataram temporários e destes, 57% irá contratar até quatro funcionários. O mesmo porcentual (57%) costuma efetivar o temporário, entretanto, apesar de parecer positivo, este patamar é praticamente igual ao de 2015 e muito abaixo da média entre 2010 e 2014 que foi de 79%.

Com relação às propagandas durante o período natalino, 68% dos entrevistados afirmaram que não investiram, enquanto 30% estão fazendo alguma ação publicitária.

Otimismo dos empresários paulista X Pesquisa consumidor mais contido
Pesquisa Mercado Livre e Netquest, realizada com 643 pessoas, mostra que o brasileiro está mais contido nas compras para o Natal neste ano comparando com o ano passado. A maioria dos respondentes (66%) pretende presentear, neste ano, até 3 pessoas. No ano passado, este percentual era de 45% – ou seja, em 2015, mais brasileiros estavam dispostos a presentear mais de 4 pessoas (55%). Neste ano, apenas 34% dos brasileiros vão presentear mais de 4 pessoas. Ao mesmo tempo, a parcela de brasileiros que gastarão até R$ 100 em cada presente é menor do que no ano passado, (37% versus 55%), pois aumentou a parcela de pessoas que gastarão até R$ 500 em cada presente (13% em 2016 versus 9% no ano passado).

A maioria dos consumidores prefere pagar de forma parcelada no cartão de crédito (52%), opção seguida por boletos, com 35%. Itens de Moda (como roupas, sapatos e acessórios) são os mais citados pelos consumidores como presentes que darão neste Natal, com 23%. Em seguida os mais citados foram smartphones (16%) e brinquedos (10%).

Natal mobile – A pesquisa trouxe um resultado surpreendente quanto aos dispositivos mais utilizados pelos consumidores para comprar online. Com 75% das respostas, o celular desbancou os desktops e notebooks – sempre mais citados em levantamentos anteriores – mas que neste ano obtiveram 56% das menções. Os números do ano passado dão uma ideia deste avanço – desktops e notebooks eram mencionados por 93% dos entrevistados, enquanto os celulares figuravam com 47%. Em ambos estudos, era possível escolher mais de uma opção.

“O consumidor quer cada vez mais praticidade e, por isso, tem optado pelos smartphones na hora de fazer suas compras. Além de eficiente e seguro, estes dispositivos permitem comparar preços inclusive quando o cliente está na loja física”, afirma Leandro Soares, diretor de marketplace do Mercado Livre Brasil.

Base da pesquisa
Entre os 643 participantes da pesquisa, 49% são homens e 51,% mulheres. Aplicada nacionalmente, a pesquisa ficou mais concentrada na região sudeste com 59% dos respondentes; seguido por 16,% Sul; 14% Nordeste; 7% Centro-Oeste; e 3% Norte.

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