Ceias de Fim de Ano : sabor e nutrientes na mesa

Ceias de Fim de Ano : sabor e nutrientes na mesa

Pato pode substituir o Peru; castanha e saladas incrementam as refeições; romã e uva para as simpatias; vinhos e espumantes para os melhores brindes e plantas e flores para embelezar as festividades.

Mesa farta, receitas saborosas, pessoas reunidas e brindes que saúdam o encerramento de um ciclo e o início de outro. Este é o cenário típico das festas de fim de ano em que as pessoas se reúnem para confraternizar, refletir e degustar a imensa variedade de alimentos e bebidas oferecidos pelo agro paulista. Frutas, castanhas, vinhos, queijos, sucos, patês, geleias, carnes, entre outras inúmeras opções.

Um dos protagonistas da ceia de Natal sempre foi o peru, que faz companhia ou é substituído pelo frango, bacalhau, chester, pernil ou leitão. No entanto, neste ano, os consumidores se mostraram interessados em experimentar novos sabores e é provável que o personagem central do jantar ou almoço natalino seja outra ave: o pato. Outras carnes bastante procuradas em 2019 e que devem estar em alta em 2020 são as de faisão, coelho e carneiro. Já o frango , segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representa 9,47% da produção brasileira. De acordo com o Valor da Produção Agropecuária (VPA), a avicultura rendeu em torno de R$ 6.5 bilhões em 2018, sendo que cerca de R$ 3.7 bilhões resultou da produção carne de frango. Outro levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) revela que em São Paulo existem 591 milhões de cabeças de frango para abate, que geraram 1,3 bilhão de quilos em 2018.

Castanha

Outro ingrediente que incrementa a ceia de Natal é a castanha portuguesa. Consumida assada ou cozida, é uma fruta muito procurada nesta época do ano. Produzida de novembro a março, o consumo maior ocorre entre o Natal e o Ano Novo, de acordo com os produtores. As castanhas são saudáveis, isentas de óleo e apresentam bastante amido, vitaminas B e C e tanto potássio quanto a banana”.

Saladas

A olericultura possui um potencial promissor no Estado de São Paulo e está se expandindo rapidamente, sendo umas das cadeias produtivas mais presentes em solos paulistas.  Quase todos os municípios do Estado têm na produção de olerícolas (hortaliças folhosas, hortaliças frutos e hortaliças raízes e tubérculos), uma das principais fontes de geração de renda e empregos na área rural. São até 25 pessoas por hectare, em trabalho fixo ou temporário, e cerca de 115 mil hectares de área cultivada no Estado.

Pensando neste público, em janeiro deste ano foi assinado pelo governo paulista o decreto que zera de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os produtos agrícolas minimamente processados, sobre os quais incidia tributação de 18%. Com a medida, cerca de 50 mil agricultores paulistas puderam ser beneficiados, bem como toda a população, que pode passar a adquirir esses itens, de excelente qualidade, com preços mais baixos.

Então, na mesa da população, as hortaliças farão uma ótima parceria com as receitas saborosas da Ceia, como maionese, saladas e, refogados. Tudo em prol do sabor e da saúde dos consumidores que optam cada vez mais por produtos naturais e saudáveis.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/Usp),  em 2019, o consumo de hortifrutis foi praticamente estável em relação a 2018. Para 2020, com as perspectivas de incremento na oferta de frutas e hortaliças, de consequente queda nos preços e de aumento na renda, o poder aquisitivo do consumidor pode ser recuperado.

O varejo em 2020 deve continuar explorando as questões ligadas à praticidade, saúde e variedade de produtos. Os minimamente processados e prontos para consumo devem movimentar o mercado, visto que há oferta cada vez maior desse tipo de produto nas gôndolas dos supermercados e, por isso, o consumidor vem comprando de maneira mais expressiva.

O ponto de colheita e variedades que mais agradam ao paladar ganham maior espaço de vendas. Outra categoria que segue crescendo é a de orgânicos. O brasileiro também está experimentando aumentar a variedade de suas compras, diversificando a escolha de legumes, frutas e verduras.

Uva e Romã

Uva contém vitamina C, vitaminas do complexo B e sais minerais como ferro, cálcio e potássio, combate os radicais livres e é anticancerígena. As frutas também não podem ficar de fora. Tradicionais nas comemorações de fim de ano, a uva e a romã fazem parte de conhecidas simpatias. Diz a lenda que, para atrair dinheiro, as pessoas devem comer uma das frutas na noite do dia 31 de dezembro e separar sete sementes que devem ser guardadas na carteira até a próxima passagem do ano. Independentemente do resultado, o que é certo é o benefício das frutas para a saúde.

A romã, que conta com cerca de 12 mil pés no Estado de São Paulo, é um poderoso antioxidante, colabora para a beleza da pele, inibe os índices do LDL – o colesterol ruim -, entre outros benefícios.

Já a uva contém vitamina C, vitaminas do complexo B e sais minerais como ferro, cálcio e potássio, combate os radicais livres e também é anticancerígena. Em São Paulo, a produção média é de mais de 29 milhões de caixas de 6kg de produção de uva de mesa, mais de 9 milhões de caixas de 7kg de uva fina para mesa e mais de 1 milhão de quilos de uva para indústria.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/Usp), nesta época do ano, geralmente o consumo de frutas natalinas aumentam, como uva e frutas de caroço. O consumo de frutas consideradas mais refrescantes também sobe, como melão e melancia.

Vinhos e espumantes

Além das comidas e simpatias, o brinde não pode faltar. Vinhos e espumantes estão bastante presentes nas comemorações entre familiares e amigos. Em Jundiaí, considerada a Terra da Uva e do Vinho e uma das cidades do Circuito das Frutas, há vários pequenos produtores que trabalham na produção dessa bebida. Muitos deles estão reunidos na Associação de Viticultores Artesanais de Jundiaí (AVA).

Árvore de Natal natural e Flores

E para completar esse cenário de sabores e aromas estão as cores e os perfumes da árvore de Natal e das flores, que são ingredientes especiais para embelezarem ainda mais as festividades. De acordo com produtores de Holambra, a procura por árvores de Natal naturais deve ser de 15%, sendo as espécies preferidas no Brasil e em vários países europeus as tuias, tanto da variedade holandesa como da Strickta.

As tuias têm como características os troncos retos e folhas compostas com vários filamentos formados por pequenas escamas verdes, em formato de pirâmide. O cheiro do pinheiro natural, meio cítrico, é a sua característica especial e deixa a casa aromatizada – o que combina com o clima das festas de fim de ano.

Mercado de flores em São Paulo
Durante 2019 foram criados 209 mil postos de trabalho no setor, sendo que 54% dessas vagas são no varejo, 39% na produção, 4% no atacado e 3% em outras funções. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), em 2018, a área de produção de flores em São Paulo era de 9.360 hectares, equivalente a 60% da área nacional. Trabalham atualmente no cultivo das flores quatro mil produtores, uma cadeia produtiva que gera 125 mil empregos por ano. Atibaia e Holambra são os principais municípios produtores de São Paulo com a área de produção de, respectivamente, 891,5 e 397,1 hectares de flores de corte e ornamentais, floricultura de vaso, crisântemo e rosa.

Decoração
Para a decoração natalina as flores mais consumidas são as que tem uma tonalidade mais puxada para o vermelho, como poinsettias e antúrios. Também são buscadas as echeverias, além das já citadas tuias holandesas e Stricktas. Já para o Réveillon, há maior demanda pelas flores amarelas e brancas, como orquídeas, antúrios (brancos) e kalanchoes. As rosas também são muito procuradas para as homenagens prestadas a Iemanjá.